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Chennai abre trecho do metrô com trens preparados para automação

A Fase II do metrô de Chennai começou a receber passageiros em 11 de outubro, com a abertura do trecho entre Poonamallee Bypass e Vadapalani. A ligação tem 14,64 quilômetros e 11 estações, segundo informações da Chennai Metro Rail Limited (CMRL). A inauguração marca a entrada em serviço de uma parte do Corredor 4; não significa que todo o corredor ou toda a expansão da Fase II já estejam prontos. CMRL

O Corredor 4 foi planejado para ligar Poonamallee Bypass a Lighthouse, numa extensão de cerca de 26 quilômetros. A Alstom descreve o projeto completo como uma linha com 28 estações. O trecho inaugurado conecta bairros da zona oeste à rede, mas a extensão total continua sendo uma etapa futura.

Uma estrutura de dois níveis

O segmento aberto inclui uma estrutura de dois níveis com 3,7 quilômetros. Segundo o governo da Índia, a obra custou cerca de ₹4.900 crore. O anúncio oficial também informa que a sinalização foi projetada para dar suporte a operações sem condutor. Essa descrição se refere à capacidade prevista para o sistema; não confirma que os trens já circulem sem profissionais a bordo.

O trecho é parte de uma expansão maior. A Fase II foi planejada para ampliar a rede do metrô de Chennai, enquanto o Corredor 4 deve continuar além da ligação que começou a operar em outubro. Para os passageiros, a diferença prática é entre poder usar o novo segmento agora e aguardar a conclusão das partes ainda não abertas.

O que “preparado para operação sem condutor” significa

Os trens Metropolis fornecidos pela Alstom foram projetados para operação sem condutor, com velocidade de projeto de até 80 km/h. Mas a capacidade técnica do trem e da sinalização não equivale à autorização para operar sem equipe a bordo.

Antes da inauguração, o ETInfra informou que a CMRL planejava iniciar o serviço com operadores nos trens e que a operação desacompanhada dependeria de testes e certificação. A reportagem citava uma previsão para meados de 2027. Como a informação foi publicada antes da abertura, ela documenta o plano anunciado naquela ocasião, não confirma o modo de operação adotado depois que os passageiros começaram a usar a linha.

Até que a CMRL publique uma atualização operacional posterior à inauguração, a formulação mais precisa é que a linha e os trens foram preparados para automação, mas que a operação comercial sem condutor ainda não está confirmada por uma fonte primária atualizada.

Trens, contratos e entregas

O contrato de 2023 com a Alstom, no valor de €124 milhões, prevê 36 composições de três carros para o Corredor 4. Em comunicado de 12 de outubro, a fabricante informou que concluiu a fabricação das 36 composições, mas que a entrega da última estava prevista para o fim daquele mês. Fabricação concluída e entrega concluída são marcos diferentes.

A Alstom afirma que cada composição comporta até mil passageiros e dispõe de frenagem regenerativa, painéis de informação em tempo real, câmeras e espaços acessíveis. Esses são dados fornecidos pela fabricante; o comunicado não apresenta números de passageiros transportados ou resultados de desempenho do serviço após a abertura.

Há também uma encomenda separada, anunciada em 2025, para 32 composições adicionais — 96 carros — destinadas à Fase II. Esse pedido não deve ser somado ao contrato inicial como se fosse parte das 36 composições do Corredor 4.

A abertura de outubro coloca em operação um trecho importante da expansão do metrô de Chennai. O próximo marco a acompanhar é a ampliação da linha. Para a automação, a confirmação decisiva será uma atualização da CMRL sobre testes, certificação e operação efetiva sem condutor.

Fontes consultadas